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Evolução da Estereotaxia e Estado da Arte na América Latina

Com o intuito de trazer conteúdo rico para o nosso público da área de Neurocirurgia e, para falar de um assunto do qual a Micromar foi pioneira, realizamos na última quarta-feira, 05/08  uma Live sobre Estereotaxia – Evolução da técnica e Arte na América Latina , que contou com a participação especial do Prof e Dr. Manoel Jacobsen Teixeira do qual falou com proficiência sobre o tema.

Em um dos trechos dessa entrevista, Antônio Martos (CEO Micromar) enfatiza sobre a questão dos avanços tecnológicos que vieram para ajudar, facilitar e melhorar o processo nas cirurgias, e que já se fazia muito bem feito no passado quando não se tinha a tecnologia a favor.

Fazendo uma análise comparativa sobre os resultados cirúrgicos de como era no passado para os dias atuais, além de toda evolução e técnica adquirida pelas suas experiências, o Prof. e Dr. Manoel Jacobsen Teixeira nos dá uma aula de conhecimento sobre o assunto, em suas palavras:  Houve uma mudança importante. No passado, nós usávamos muito a imagem cerebral do que devia estar acontecendo, baseado em modelos de degeneração tecidual muito baseado em animal a alguns modelos humanos. Então nós imaginávamos onde estava a aferência, onde era o alvo… Tudo dentro de um panorama hipotético. E para fazer isso com precisão, além de conhecer um pouquinho de matemática, da reconstrução do espaço dentro de um espaço estereotaca, era necessário conhecer muito da anatomia funcional do sistema nervoso, entender um pouquinho de eletrônica e eletricidade pra reparar os aparelhos que às vezes não funcionavam bem, mas saber como a célula se comportava.

Então naquela época, nos baseávamos nas radiografias ou o porquê das mensurações, o que significa comissura anterior e posterior, quais são os modelos de medida (que não é medir o meio com o meio) mas existem modelos diferentes, como os Atlas eram constituídos. Hoje, você tem o mapa eletrônico. Hoje você clica e tudo muda… Naquela época não! Nós temos que imaginar isso, fazer trajetórias, estimular, fazer registros… Nós começamos a fazer registro em São Paulo em 1979 (eu ainda tenho meu equipamento de registro disponível) e era só auditivo porque a tela era muito cara, não tinha dinheiro pra comprar! Então a gente fazia o registro auditivo pra ter uma ideia da célula disparando. Daí com o tempo, nós deixamos isso em segundo plano e passamos a usar a estimulação. Então, conhecer melhor a estimulação e pegar aquele “Atlas do chateaubriand”, que todo mundo conhece hoje, lá tinha um livro grande em que tinha todos os alvos com detalhes e o que acontecia com a estimulação, e tinha que saber aquilo de cor pra fazer uma cirurgia de boa qualidade… Então a gente estudava bastante! Os resultados eram muito bons e comparáveis com os resultados que se tem hoje em dia.

O fato da gente ter tecnologia não é pra abandonar as bases. O bom médico tem que saber como o cérebro funciona, como foi a evolução do acontecimento, porque um dia pode acontecer de acabar a energia elétrica, não vai ter computador, o sistema não funcionou, o doente está na mesa cirúrgica, como fazer?
Na vida, o neurocirurgião tem que acompanhar o desenvolvimento de um novo método! Tem temperatura no eletrodo, tudo bem. Mas se não tiver, dá pra fazer também com boa segurança. Nada é simples na neurocirurgia, tudo tem uma complexidade. Vai fazer radio-cirurgia não é só apertar o botão. Como que você vai selecionar o diâmetro, como que você vai selecionar a taxa de dose que vai para o doente? Não é só ir lá e apertar o botão, você tem que estudar física das irradiações, você tem que entender o que você vai fazer, o que você vai proteger.
A Neurocirurgia tem que ser feita com um propósito, tem que criar caminhos! As vezes a gente tem problema com eletrógeno que você implantou e tem problema de contato. Existem mecanismos que você pode utilizar pra fazer aquilo funcionar (não improvisadamente), tenho eletrógenos separados em sala que estão funcionando até hoje há 15 anos! Troca o gerador, mas não troca o eletrógeno. Então a gente tem que saber usar, a gente tem que saber dançar de acordo com a música!”

Quer saber mais? Assista a entrevista na íntegra!

Assista ao video

 

** Entrevista realizada pelo CEO Micromar, Antonio Martos.
** Conteúdo com pequenas alterações/ adaptações da versão original, para maior entendimento e objetividade dos temas abordados.


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