
Fixação cranial
A seleção adequada dos pinos para fixação cranial é fundamental para garantir estabilidade, segurança e precisão em procedimentos neurocirúrgicos.
Vários fatores devem ser avaliados, principalmente o material, o tamanho (adulto vs. pediátrico), a compatibilidade com o sistema de fixação, além dos fatores de escolha do neurocirurgião. A seguir um guia técnico que orienta essa escolha, com base nas diretrizes presentes no site da fabricante Micromar.
Importância da escolha correta
A fixação cranial tem por objetivo manter a cabeça do paciente imóvel durante cirurgia, permitindo acesso preciso ao crânio ou às estruturas intracranianas, sem causar deslocamentos indesejados nem traumatismos ósseos.
Uma fixação inadequada pode resultar em instabilidade, risco de deslizamento ou torção, lesão óssea ou dificuldade em procedimentos com imagem intraoperatória. Portanto, a seleção criteriosa dos pinos, em material, formato e dimensões, é pré-requisito para segurança e eficácia.
Critérios para seleção dos pinos
Materiais disponíveis
Os pinos da Micromar são fabricados em três materiais principais: aço inoxidável, titânio e alumínio.
Aço inoxidável: muito usado mundialmente, oferece alta resistência mecânica e durabilidade. Ideal para casos onde não há dependência de imageamento intraoperatório.
Titânio: com menor interferência em exames de imagem (como tomografia ou ressonância), sendo adequado quando há necessidade de visualização pós-fixação ou controle radiológico.
Alumínio: oferece excelente equilíbrio entre resistência e aquisição de imagens, sendo o melhor custo-benefício para o dia-a-dia.
A escolha do material deve considerar requisitos de resistência, biocompatibilidade, interferência em imagem e ergonomia do procedimento.
Tamanho: adulto ou pediátrico
Os pinos são fabricados em versões adulto e pediátrico. Essa diferenciação é essencial para garantir fixação compatível com a anatomia do paciente, evitando perfurações excessivas ou instabilidade insuficiente.
Para pacientes pediátricos, os pinos têm dimensões menores e são pensados para minimizar o impacto ósseo, tornando a fixação menos invasiva.
Tipo de uso: reutilizável ou descartável
A linha de pinos pode incluir versões reutilizáveis (que exigem esterilização) e versões descartáveis. No caso da versão descartável, elimina-se a necessidade de esterilização, reduzindo o risco de contaminação cruzada no ambiente cirúrgico e aumentando a eficiência operacional.
Compatibilidade com fixador cranial
Os pinos devem ser compatíveis com o sistema de fixação utilizado, por exemplo com o estabilizador cranial HeadFix HF03B da Micromar.
Sistemas modernos, como o HeadFix HF03B, permitem utilizar tanto pinos adultos quanto pediátricos sem necessidade de trocar peças adaptadoras, o que facilita a versatilidade mista de casos.
Além disso, a ponta angulada dos pinos, um detalhe de design importante, ajuda a evitar torções ou deformações no osso ao aplicar força, aumentando a segurança e a resistência mecânica da fixação.

Conclusão
A escolha correta dos pinos para fixação cranial deve resultar de uma análise criteriosa das variáveis: material, tamanho, compatibilidade com o fixador, tipo de uso, e exigências do procedimento, particularmente quando há aquisição de imagens envolvida.
Adotar tais critérios possibilita maximizar a segurança do paciente, garantir estabilidade durante o procedimento e reduzir riscos de complicações. A empresa Micromar, por meio de sua linha de pinos em aço inox, titânio e alumínio, em versões adulto e pediátrica, oferece soluções versáteis para diferentes cenários neurocirúrgicos , com o mais tradicional fixador de crânio do mercado, o Headfix.

